VIGÍLIA DE PENTECOSTES NO SEMINÁRIO SANTO AGOSTINHO
Passados os cinqüenta dias solenes do tempo pascal, animados pela alegria da Ressurreição de Jesus, chegamos à Celebração da Vigília de Pentecostes. Ser reinflamados pelo Dom enviado do alto, experimentarmos a presença do Espírito Santo, a Alma da Igreja, foi o motivo principal pelo qual nos reunimos em oração na noite de sábado no seminário Santo Agostinho, em Maringá.
Esteve presente nessa bonita e singela celebração a comunidade dos padres agostinianos recoletos do seminário, os seminaristas, alguns vocacionados e o grupo da Juventude Agostiniana Recoleta. Houve primeiro um momento de preparação, que aconteceu na capela principal. Uma catequese sobre o Espírito Santo e os símbolos que foram escolhidos para nos ajudar a refletir sobre a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Nesse momento, fez-se a dinâmica de boas-vindas e a acolhida aos participantes da Vigília.
Tendo iniciado a celebração com a invocação ao Espírito Santo e com a profissão de fé, partimos para meditarmos e rezarmos sobre os símbolos da água, do fogo, do vento e da pomba, todos referentes ao Divino Espírito Santo. Os seminaristas foram os responsáveis pelas reflexões sobre os símbolos celebrativos, dividindo-se em grupos.
Foi uma noite de louvor, escuta da Palavra de Deus e de oração. Dirigimo-nos para a primeira reflexão à margem da piscina. Lá, o pregador propôs o tema do Espírito Santo como “a Água que regenera”. Ouvimos a leitura do livro do profeta Isaias (Is 41, 17—20) e, envolvidos em meditação e oração, pedimos ao Espírito Santo que pudesse naquele momento nos purificar, desde o nosso interior, dos nossos corações, de tudo aquilo que nos impede de ser mais santos e pessoas melhores. Também o símbolo da água nos quer lembrar o sacramento do Batismo, pelo qual recebemos o Espírito Santo e através Dele, a vida nova em Cristo. Por Ele, somos incorporados ao corpo místico de Cristo que é a Igreja, onde somos irmãos, discípulos e missionários nos caminhos do mundo.
O segundo símbolo, na continuação da Vigília, foi o fogo, preparado à beira do caminho, para nos lembra a força do Alto, que, tal como esse elemento natural, nos chama a buscar as coisas nobres e elevadas. O segundo pregador motivou-nos a olhar o fogo como o ardor do Espírito Santo em nosso interior como “o Fogo da Verdade”, a partir da leitura e meditação dos Atos dos Apóstolos sobre o dia de Pentecostes (At 2, 1-6.12.14.17—18). O ardor missionário que nasce em Pentecoste também foi um dos pontos ressaltados pela meditação desse momento, razão pela qual foram acessas as nossas velas e onde fizemos o compromisso de renovação lançando na fogueira os nossos pedidos escritos em papeis preparados para isso. Cantamos pedindo a força do Espírito Santo.
No terceiro símbolo meditamos sobre vento, o Espírito Santo como “o sopro da Liberdade”. Olhando a leitura do primeiro livro dos Reis (1Rs 19, 9-14), a partir da qual o terceiro pregador ajudou-nos a refletir sobre a ação de Deus em nossas vidas, a simplicidade do Divino Espírito, como a brisa suave que se manifesta para cada um que se deixa interpelar por Ele. A oração desse momento foi silenciosa e de escuta.
Prosseguindo na oração da noite, começamos a meditação do último símbolo da pomba, tal como relatado o Evangelho do Batismo de Jesus. Chegados nessa estação, nos assentamos perto da gruta da Nossa Senhora da consolação. Meditamos principalmente sobre o Espírito Santo “o Senhor que dá a vida”, a partir da leitura bíblica do profeta Joel (Jl 2, 23.26-30), que nos anuncia a alegria de receber a promessa do Espírito, independentemente de quem seja, quer seja escravo, quer livre, quer sejam brancos, negros, pobres ou ricos. Foi nesse sentido que o quarto pregador conduziu a nossa reflexão e a nossa oração de louvor. Caminhamos rumo ao interior da gruta onde nos esperava a bela imagem da Virgem Maria.
Dentro da gruta, sentia-se como que estivéssemos no cenáculo presidido pela Virgem Maria no dia de Pentecostes, junto com os apóstolos. Rezamos, cantamos e ouvimos a Palavra do Santo Evangelho (Jo 20, 19-23), onde partilhamos e a meditação levou-nos à oração de súplica e de louvor por aquele dia especial. Finalizamos a nossa Vigília com a bênção sacerdotal do Padre prior do Seminário, Frei Antônio Rabanal e com as palavras de despedida de Frei Everaldo da Luz, promotor vocacional.
A proposta da Vigilia foi sugeriada e organizada pelo Promotor vocacional (fr. Everaldo), juntamente com o responsável da liturgia do seminário (sem. Paulo). Cada espaço foi organizado pelos seminaristas, com esmero e criatividade que proporcionaram uma noite de espiritualidade viva e comunhão entre todos que se fizeram aqui presentes. Que os dons do Espírito Santo distribuídos abundantemente nesse dia perdure sempre mais e nos faça verdadeiros discípulos e missionários de Jesus, todos os dias de nossas vidas e em todos os lugares por onde passarmos.
PAULO FERNANDO LIMA, sem. agostiniano recoleto
Pastoral Vocacional OAR – SUL
Maringá – Paraná. |